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O lançamento de forma híbrida do livro infantil “A Chalana de Nhô É”, da escritora Sueli Batista dos Santos foi um sucesso. O evento ocorreu na Academia Mato-Grossense de Letras-AML na manhã do dia 27 de abril. O livro é um dos projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc em Cuiabá, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, com aprovação do Conselho Municipal de Política Cultural, obtendo recursos da Secretaria Especial de Cultura- Ministério do Turismo, Governo Federal.
A secretária de Cultura, Esporte e Lazer de Cuiabá, Carlina Jacob destacou o trabalho que muito está contribuindo com o desenvolvimento da literatura infantil em Cuiabá. "Está de encher o peito de orgulho" enfatizou, destacando que além dos textos as ilustrações também estão maravilhosas. O livro chegando na época da pandemia terá também, na sua visão uma contribuição para acalmar corações e não deixar que se perca as esperanças, já que há conteúdos da Psicologia Positiva inseridos na obra.

Várias associadas da BPW Cuiabá que adquiriram a obra antecipadamente levaram os seus livros para ser autografados, e interagiram com Sueli Batista e o ilustrador, Célio Maximiano
Autoridades, imprensa, parceiros, e amigos de Sueli Batista, em lista controlada, prestigiaram o lançamento, dentre elas Luciana Zamproni, secretária da Mulher de Cuiabá; Elizabeth Madureira (curadora da Casa Barão que abriga a AML e o Instituto Histórico e Geográfico) e Zilda Zompero, presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais- BPW Cuiabá.
Zilda Zompero surpreendeu Sueli com um bolo personalizado com a Chalana de Nhô Ê, o que deixou a autora muito emocionada. O bolo, entretanto, não pode ser servido devido todo protocolo do evento. Todos os alimentos eram individuais e selados. Sueli ganhou ainda flores diferenciadas, em lata personalizada, do ex-presidente da AML, o escritor Sebastião Carlos Gomes de Carvalho e sua esposa Rita Castro e um belo bouquet desidratado, com a palavra gratidão, da cantora Deise Águena, coordenadora da Comissão de Cultura, da BPW Cuiabá. Tudo com toque da emoção muito positiva.
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No dia 13 de março de 2021 um pequeno grupo incursionou por vários lugares emblemáticos da Cuiabá antiga, aprendendo sobre história, cultura e modos de ser e estar em Cuiabá.
Reconstituir os passos de que vivenciaram uma Cuiabá de outrora e assim, enxergá-la de uma perspectiva jamais imaginada. Essa é a proposta de pesquisadores do projeto “Cribiás 300+” a um grupo de crianças que teve um roteiro poético pelo Centro Histórico.
Elas sairam da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, munidas de uma lupa, máquina fotográfica e um vidrinho como aqueles usados pelas crianças que colecionavam ouro do córrego da Prainha, nestes, elas metaforicamente vão guardando as memórias dos lugares.
O ponto de partida do roteiro foi um marco importante. No passado, pepitas de ouro brotavam da terra e a criançada podia pegá-las na mão. Então, nessa brincadeira atual, o ouro é outro: é assim que se tornam, colecionadoras de memórias.
Esta é a terceira parte do projeto que visa defender a metodologia participativa como importante aliada no contexto da Educação Patrimonial. Essa experiência, - assim como relatos dos pequenos, fotografias e registros em vídeo colhidos na oficina-piloto -, vai compor as páginas do livro “Cribiás 300+: Por uma educação patrimonial toda nossa”.
Quem as conduz por esse passeio é Bugrinho, personagem que representa o poeta Silva Freire. Quando criança, morou em uma casa no entorno da Praça da Mandioca. Durante todo o percurso, quem assume o papel de Bugrinho é Jeysson Ricardo, que integra o grupo de pesquisadores.
“Lá embaixo, onde hoje passam carros, havia o Córrego da Prainha, mas agora ele virou esgoto e passa por baixo da área central que divide as duas pistas de carro. Mas bem antigamente, quando era um córrego límpido a céu aberto, sabem o que acontecia quando chovia? Pepitas de ouro brotavam da terra”, dirá ele às crianças já no começo dessa viagem fantástica pelo Centro Histórico.
De acordo com a professora doutora Daniela Freire Andrade, proponente do projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc, as crianças vão conhecer a história de vários locais da cidade e também, quem morou nestes lugares, como o Museu da Imagem e Som de Cuiabá, Casa Barão, Escadaria do Beco Alto e o prédio do Iphan, um excelente exemplo de como eram as antigas casas cuiabanas.
“O diálogo começa sempre com uma informação relevante para elas e então, a história é introduzida. Por exemplo, quando chegam à Residência dos Governadores, a primeira coisa que ficam sabendo é que ali está foi construída a primeira piscina da cidade mas também descobrem que ali, foram tomadas importantes decisões políticas para nosso Estado”.
Já na Mandioca, por exemplo, Bugrinho falou que era um local onde ele soltava muitas pipas com seus amigos, Os Meninos de São Benedito, mas que não foi sempre assim, já que muitos anos antes, escravos foram torturados naquele local.
“Personagens importantes da nossa cultura também foram apresentados para o diálogo com as crianças, como a poetisa Luciene Carvalho, interpretada por Naiana, outra pesquisadora do grupo, que as esperou na Casa Barão, a sede da Academia Mato-Grossense de Letras. Já na Catedral, elas encontraram Zé Boloflô, representado por Mateus Elias, quando então conheceram a história da Catedral e sua demolição”.
Pesquisa
Os responsáveis por pensar todo o projeto integram o Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância da Universidade Federal de Mato Grosso, em conjunto com o coletivo Cribiás. Desde 2010 eles se debruçam sobre o estudo de metodologias de educação patrimonial com crianças.
Na primeira fase se dedicaram a debater os princípios sobre o desenvolvimento infantil como processo cultural, articulado com os estudos sobre memória social e produção de identidades sociais. Já na segunda, que também baseará o conteúdo do livro, objetiva relatar a experiência do projeto Cribiás, crianças sabidas, definido como um projeto cultural para a infância de Cuiabá e por fim, vem a fase 3, a oficina-piloto.
Ao longo dos anos, atividades diversas têm sido desenvolvidas com crianças de escolas públicas e particulares e agora, essa nova experiência arremata o conteúdo do livro.
O secretário de Estado de Cultura, Esportes e Lazer, Beto Machado diz que é bastante animador ver os frutos do edital, que nesse caso, estimula novas ações do grupo de pesquisa.
“O edital vem fortalecer essa jornada pelo conhecimento, contribuindo com os estudos acadêmicos e apresentando novas possibilidades para ações de políticas públicas neste segmento. Quando a criança é envolvida de maneira lúdica, ela aprende muito mais. Ao vivenciar essa experiência, passará a olhar a cidade de um outro jeito, valorizando ainda mais sua cultura”.
O livro – que relata as três etapas de pesquisa - será lançado em abril, nos formatos impresso e digital. O projeto Cribiás 300+ foi selecionado no edital MT Nascentes, realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT) em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.
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José de Mesquita
Da Academia Matogrossense de Letras
A Academia Mato-grossense de Letras — Suas Origens — Sua atuação — Necessidade e oportunidade da Federação das Academias
(Tese apresentada ao Congresso das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária do Brasil, pelo Desembargador José de Mesquita, presidente da Academia Mato-grossense de Letras)
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No dia 17 de março, a presidente da Academia Mato-Grossense de Letras-AML, Sueli Batista comunicou aos acadêmicos, após ouvir membros da diretoria que as atividades da instituição estarão temporariamente suspensas. A decisão foi embasada nas orientações dos órgãos de saúde pública, em níveis mundial, nacional e local, e de governos do Estado e Município, em relação à pandemia gerada pelo coronavírus COVID-19.
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A presidente da Academia Mato-Grossense de Letras- AML, Sueli Batista foi homenageada no dia 12 de março, pela Universidade Federal de Mato Grosso, juntamente com mulheres valorosas que ajudaram a construir a história da UFMT, a exemplo da Elisabeth Madureira Siqueira, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, com quem divido a gestão da Casa Barão de Melgaço, no cargo de presidente da Academia Mato-Grossense de Letras-AML.
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O dia 12 de dezembro enlutou a Academia Mato-Grossense de Letras- AML, faleceu o professor Benedito Pedro Dorileo, membro da cadeira 26. Ele tinha 85 anos, e uma trajetória profissional muito exitosa.










